Diablo IV: Lord of Hatred Review

Diablo IV: Lord of Hatred — Análise: Beleza e Desolação em Sanctuário
Arte-chave de Diablo IV: Lord of Hatred, mostrando um demônio de chifres em um cenário vermelho e sombrio
Análise / Preview

Diablo IV: Lord of Hatred — Beleza e Desolação em Sanctuário

A segunda grande expansão de Diablo IV aprofunda o legado sombrio da série e leva os jogadores a um novo canto do mundo: as Ilhas de Skovos.

Lançamento: 28 de abril de 2026 Plataforma: Blizzard Entertainment

A Blizzard está prestes a lançar a segunda grande expansão de Diablo IV, e tudo indica que os fãs da série terão motivos de sobra para voltar a Sanctuário. Após uma semana intensa jogando Diablo IV: Lord of Hatred, é possível afirmar: a expansão chega para reforçar tudo o que já funciona no jogo — e ainda adiciona camadas de profundidade narrativa e visual que impressionam.

Lord of Hatred estreia em 28 de abril de 2026, e promete um dos capítulos mais sombrios já vistos na franquia.

Uma abertura arrepiante

Logo de início, a expansão não perde tempo: um momento narrativo pesado e perturbador estabelece o tom sinistro que guiará toda a jornada. O conflito eterno entre os Céus Altos e os Infernos Ardentes volta ao centro da história, forçando o Wanderer a encarar a influência de Mephisto e as consequências de decisões passadas — um mergulho ainda mais profundo na mitologia clássica de Diablo.

Skovos Isles: um pedaço perdido da lore finalmente explorável

O grande cenário da expansão é o Arquipélago de Skovos, descrito por Lorath como o "Berço da Criação". Repleto de ruínas e relíquias que remetem à Grécia Antiga e ao Mediterrâneo, o local é citado na lore da série há anos — e chegou a ser cogitado para Diablo III — mas é em Lord of Hatred que ele se torna, pela primeira vez, totalmente explorável.

Vista aérea de uma cidade antiga e monumental à beira-mar em Skovos, com estátuas colossais e um barco chegando ao porto
A cidade monumental de Skovos, inspirada na arquitetura da Grécia Antiga e do Mediterrâneo.

Visualmente, a região impressiona: praias rochosas, templos antigos e tempestades que iluminam o cenário com relâmpagos sincronizados a trovões — um dos momentos mais marcantes da expansão, segundo a análise original.

Vista aérea de ruínas de templos sobre falésias rochosas cercadas pelo mar azul-turquesa de Skovos
Ruínas e templos espalhados pelas falésias do arquipélago de Skovos.
"Parte de Skovos poderia quase servir de destino de férias — se não fosse repleta de inimigos grotescos."

Warlock: uma nova classe sombria e cativante

Entre as novidades jogáveis, a Warlock se destaca como uma classe voltada para quem gosta do lado mais macabro de Diablo. Sua missão introdutória apresenta um mestre das artes sombrias que convoca o jogador para estudar sob sua tutela, em um refúgio cheio de demônios acorrentados e figuras cultistas. A proposta é clara: capturar e dominar o poder de demônios antigos.

Estátua ritualística e sombria com asas e tentáculos, cercada por estandartes em um cenário nevado, remetendo às figuras cultistas ligadas ao Warlock
Iconografia cultista espalhada por Sanctuário, refletindo a nova classe Warlock.
Combate em uma caverna escura, com um inimigo em chamas e energia demoníaca vermelha cercando o jogador
O refúgio oculto do Warlock: um ambiente sombrio dedicado a capturar e dominar demônios.

Talisman: um novo sistema de customização

Lord of Hatred também introduz o Talismã, uma relíquia Horádrica personalizável com selos e amuletos. O sistema remete a mecânicas clássicas de Diablo II e III, mas se encaixa de forma natural na progressão de builds de Diablo IV. Ainda é cedo para saber se trará profundidade real ao endgame, mas a primeira impressão é positiva.

Combate: punchy, deliberado e visualmente espetacular

Combate feels punchy e deliberado, refletindo o lugar do Wanderer no fim de uma jornada árdua por Diablo IV. Há um forte senso de maestria na combinação de habilidades bem treinadas e equipamentos de alto nível, ainda mais refinado por sistemas de fim de jogo como tempering e imprinting.

Cena de combate isométrico com uma grande explosão de fogo e demônios cercando o personagem em um campo aberto
Confrontos contra hordas de demônios exigem atenção total e boas builds.
Combate mágico intenso com efeitos de fogo e gelo colidindo ao redor de personagens em uma arena de pedra
Habilidades elementares colorem o campo de batalha em confrontos mais desafiadores.

Endgame: War Plans chegam para organizar o caos

Para o pós-campanha, a novidade é o sistema War Plans — uma espécie de lista de tarefas do endgame. O jogador monta uma sequência de cinco atividades para completar, recebendo loot e podendo se teleportar diretamente entre elas, sem precisar atravessar Sanctuário em busca da próxima Helltide. É uma adição bem-vinda para quem se sente perdido diante do mapa cheio de ícones, embora não reinvente o loop de fim de jogo.

E sim, agora dá para pescar

Uma curiosidade simpática: Diablo IV ganhou um sistema de pesca. Opcional, descontraído e cheio de criaturas aquáticas "infernizadas", é uma pausa bem-vinda entre os combates mais intensos — ideal para quem gosta de completar coleções.

Desempenho técnico e direção de arte

Mesmo em uma build de pré-lançamento, o jogo se mostrou estável, sem bugs relevantes, rodando com fluidez em configurações máximas de ray tracing. A direção de arte retoma o tom gótico e sombrio que marcou Diablo II, afastando-se da paleta mais clara de Diablo III — um verdadeiro "retorno para casa" segundo quem testou a expansão.

Conclusão

Lord of Hatred é uma expansão sólida, que não tenta reinventar a fórmula de Diablo IV, mas aprofunda tudo que já funciona: narrativa, arte, trilha sonora e jogabilidade. Não é o tipo de conteúdo que vai converter quem já não gosta do loop principal da série — mas para fãs e jogadores de longa data, é uma razão e tanto para voltar a Sanctuário.

Veredito

Positivos

  • Narrativa envolvente e nova região impressionante
  • Duas novas classes com identidades fortes
  • Desempenho polido mesmo em versão de pré-lançamento
  • Sistema de pesca é uma adição divertida

Negativos

  • Segue de perto a fórmula já conhecida, sem grandes riscos
  • Impacto da história depende bastante do conhecimento prévio da lore
Diablo IV: Lord of Hatred chega em
28 de abril de 2026
Matéria produzida com base em material de pré-lançamento fornecido pela Blizzard Entertainment.