AYN Thor: o handheld de tela dupla que reinventa o formato do Nintendo 3DS com poder Android em 2026

 


Enquanto a maioria dos handhelds Android segue o formato de tela única inspirado no Steam Deck, a AYN decidiu resgatar um conceito que marcou época nos videogames portáteis: a tela dupla. O AYN Thor chegou ao mercado em 2026 com um design clamshell que remete diretamente ao Nintendo 3DS e ao DS, mas embalado em hardware bem mais moderno — e vem conquistando espaço entre entusiastas de emulação e jogos Android.

Design que remete aos portáteis da Nintendo

O Thor abre e fecha como um 3DS, com dois monitores AMOLED sensíveis ao toque: uma tela principal de 6 polegadas, resolução Full HD (1920x1080) e taxa de atualização de 120Hz, e uma tela secundária de 3,92 polegadas, resolução de 1240x1080 e 60Hz. O aparelho pesa 380 gramas e tem dimensões de 150 x 94 x 25,6 mm, ficando maior que um 3DS tradicional, porém ainda compacto para os padrões de handhelds modernos.

A dobradiça do dispositivo conta com três posições de abertura, sendo a última um ângulo de 180 graus. Segundo avaliações de quem já testou o aparelho, as posições parecem firmes, mas apenas o uso prolongado poderá confirmar se as dobradiças resistem bem ao tempo — um problema que já afetou outros handhelds de tela dupla no passado.

Quatro modelos para públicos diferentes

A AYN oferece o Thor em quatro configurações, que variam principalmente no processador e na quantidade de memória:



Segundo análises especializadas, o modelo Lite, apesar de mais barato, tem desempenho bem inferior por usar um chip mais antigo, RAM mais lenta, ausência de Wi-Fi 7 e saída de vídeo limitada a 1080p. Já o modelo Base é apontado como o "ponto de equilíbrio" da linha, entregando o mesmo Snapdragon 8 Gen 2 dos modelos superiores por um preço mais acessível, listado em torno de US$ 299.


Hardware voltado à emulação e jogos Android

Rodando uma versão customizada do Android 13, com launcher próprio da AYN otimizado para o uso das duas telas, o Thor foi pensado para quem quer indo além de jogos retrô: o aparelho suporta títulos Android nativos, emuladores, serviços de nuvem e até streaming de jogos de PC via ferramentas como o GameNative.

Entre os destaques de hardware estão os analógicos e gatilhos com sensores de efeito Hall — tecnologia que evita o problema de drift comum em outros portáteis —, sistema de refrigeração ativa e bateria de 6.000 mAh com carregamento rápido de até 27W. A porta USB-C também suporta saída de vídeo via DisplayPort em até 4K, permitindo transformar o handheld em um mini-console conectado à TV.

Em termos de conectividade, o aparelho conta com Wi-Fi 7, Bluetooth 5.3, entrada para cartão TF (microSD) e saída de áudio de 3,5 mm.

Para quem o AYN Thor é indicado

Avaliações apontam que o Thor consegue rodar com folga sistemas retrô até o PlayStation 2, além de lidar bem com jogos leves do Nintendo Switch, dependendo da otimização do emulador utilizado. No entanto, análises são unânimes ao afirmar que o aparelho não substitui um handheld voltado a jogos nativos de PC, como Steam Deck ou ROG Ally, já que sua base é o Android — não o Windows.

O consenso entre reviews é que o Thor se encaixa melhor como um dispositivo de nicho, voltado a entusiastas que já possuem outros aparelhos e buscam algo dedicado especificamente à emulação, jogos Android e nostalgia do formato de tela dupla, e não como escolha única para quem quer apenas jogar títulos triple-A de PC em formato portátil.

O aparelho é vendido sem jogos pré-instalados e distribuído por lotes de pré-venda (batches), com prazos de envio variando conforme a disponibilidade de cada remessa.